quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016


 
"Yoga é uma luz que quando acesa, nunca vai se apagar. Quanto mais você pratica, mais brilhante a chama fica".

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Prática de Yoga na Lua Cheia!

 
A atração da lua, por Clayton Horton
Na tradição de Ashtanga de Sri K. Pattabhi Jois tanto os dias da lua cheia quanto os da lua nova são considerados como feriados e a prática de asana não são recomendados. Guruji explica que quando a tríade da terra, sol e lua estão todos em uma linha reta, a energia universal é muito mais forte nestes dias e a possibilidade de machucar-se é maior. Durante este período, o machucado é freqüentemente mais intenso, levando muito mais tempo para sarar.
Os cientistas concordam que nossos corpos são feitos de 70% de água e estamos sujeitos à atração gravitacional do sol e da lua da mesma forma que nossos oceanos. As marés mais altas do mês ocorrem durante as luas cheias e novas. Durante a lua cheia, o sol está em oposição à lua e o planeta terra está entre os dois; vemos a lua levantar-se a leste enquanto o sol se põe no oeste. Geralmente, quatorze dias mais tarde, vamos experimentar a lua nova, quando o sol e a lua estão em conjunção. Não podemos ver a lua quando é nova porque ela está entre a terra e o sol. Algumas vezes, a lua nova é também chamada de lua escura. No dia seguinte à lua nova, poderemos ver uma pequena fatia da lua após o por do sol.
Depois da lua nova, a lua vai crescendo mais a cada dia, captando cada vez mais luz do sol até tornar-se completamente cheia, 2 semanas mais tarde. Depois da lua cheia, a lua minguante, com sua forma tornando-se a cada dia menos visível. Durante o ciclo da lua cheia, a energia prânica (prana vayu) predomina. Esta energia prânica move-se para cima, em direção à cabeça e ao pólo norte do eixo da coluna. Neste período acontece um aumento dos fluidos internos, da energia física e é possível ocorrer uma super estimulação do corpo e da mente.
Durante o ciclo da lua nova, a energia aprânica (apana vayu) predomina. A energia aprânica move-se para baixo, em direção ao pólo sul do eixo da coluna. Neste período, há diminuição e eliminação ocorrendo na natureza. Os indivíduos experimentam uma perda dos fluidos internos, os músculos e articulações tornam-se secas, enrijecidas; as energias físicas e mentais diminuem, o humor pode variar e a letargia predominar. Devido a esta força descendente predominando na lua nova, os fazendeiros encontraram o melhor momento para plantar suas colheitas. O período de crescimento e florescimento da fase da lua cheia é ótimo para transplantar e colher.
Em culturas tradicionais, os períodos da lua nova e cheia são épocas favoráveis para rituais, inícios e finalizações auspiciosos, um sadhana (prática espiritual) mais intenso, cerimônias e tomadas de decisão importantes. Os astrólogos estão sempre prestando atenção à lua para suas predições e definições das datas importantes no calendário procurando os momentos mais vantajosos para uma variedade de ocasiões tais como assinatura de contratos, casamentos, nascimento e morte. As mulheres são freqüentemente muito mais conscientes e sensíveis aos ciclos da lua devido à conexão direta da lua com o ciclo da menstruação. É o próprio sagrado e natural ciclo da fertilidade e da criação.
Vivendo em áreas altamente industrializadas, os seres humanos tornam-se, geralmente, cada vez menos sintonizados com os ciclos lunares. Freqüentemente, não vemos a lua surgir ou desaparecer no céu quando vivermos numa área de edifícios altos. Não confiamos na luz lunar para enxergarmos à noite como nossos antepassados. Freqüentemente, estamos muito mais sintonizados com o ciclo de um dia de trabalho das 9 às 5 e com uma semana de trabalho de 5 dias uteis que com qualquer outra coisa.
Sintonizar-se, observar e talvez até mesmo comemorar os ciclos lunares da lua cheia e nova são uma maneira para nos conectarmos aos ciclos internos de nossos próprios corpos assim como a dança macro-cósmica da Terra, do Sol e da Lua. Onde está a Lua?

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Motivos para Praticar Yoga


Do Yoga, a parte que mais trabalha o corpo são os Asanas, as posturas. A prática regular dos Asanas propicia um ótimo tônus muscular, assim o praticante adquire força e alongamento.
Em função deste excelente trabalho muscular, o Yoga está sendo indicado por médicos no tratamento e prevenções de algumas doenças, principalmente aquelas relacionadas a problemas posturais e articulares.
 
Outra técnica do Yoga está relacionado ao relaxamento. Aonde nos encontramos num mundo tão desgastante, cheio de desafios a serem superados... causando estresse e ansiedade. Em casos mais graves o acompanhamento médico é fundamental. E é a medicina que vem atestando e recomendando Yoga para diminuir o grau de ansiedade e nervosismo. O Yoga também ajuda muito na respiração, diminuindo então esse estresse.
 
Assim temos grandes motivos para praticar Yoga: obtendo saúde física e psicológica!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Gratidão!

 
Gostaria de agradecer primeiramente ao universo que fez este curso se realizar, passando a frente os conhecimentos adquiridos do yoga... e agora aos alunos do curso que estão comigo neste caminho de mais um estudo de aprofundamento! Muita gratidão!

domingo, 2 de agosto de 2015

Curso de Formação em Yoga com Eliane Laureanti

O Yoga ensina como respirar melhor, como relaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, articulações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, através de posturas psicofísicas, respeitando o ritmo biológico do praticante.
 
Este curso tem como foco o aprendizado dos Asanas (posturas). A técnica de execução, alinhamento corporal, correções e ajustes, como adaptá-los para pessoas com restrições, posturas com seus benefícios e contra indicações.
 
Além de Pranayamas - técnicas de respirações, Mudras - gestos com as mãos, Bandhas - compressões e Mantras - cânticos.
 
 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

OM

O mantra Om originou-se da Upanishad, mais especificamente Mandukya Upanishad, que segundo Iyengar (2005), a palavra Upanishad deriva dos prefixos “upa” – perto e “ni” – embaixo, acrescidos à raiz “shad” – sentar. Significa sentar-se junto ao guru para receber a instrução espiritual. Os Upanishads são a parte filosófica dos Vedas, a mais antiga literatura sagrada dos hindus, tratado da natureza do homem e da união da alma individual ou eu, com a Alma Universal.
A Mandukya Upanishad, fala sobre a sílaba “OM” e seus estados de vigília, sonho e sono sem sonho, chegando ao quarto estado Turya que vai além dos três primeiros. E é o que nos leva de encontro com o EU Superior conhecendo a essência do Atman (Si Mesmo, a própria pessoa) transcendente, idêntico ao Absoluto (Brahman) conforme as escolas não dualistas. (Tinoco, 1996).
A Mandukya Upanishad consiste em quatro capítulos, o primeiro fala sobre o significado da sílaba “OM” (AUM), onde se conhece a essência do Atman. No segundo capítulo ocorre a destruição da dualidade, através do conhecimento do Atman. No terceiro capítulo é mostrada através da razão a verdade sobre a não-dualidade. E no quarto e último capítulo que aparecem as contestações de outras escolas que vão contra os Vedas e ao conhecimento não dualístico. (Tinoco, 1996).
Especificamente o OM representa uma vibração primordial, que emana do Universo, abre o ser mais íntimo do homem para as vibrações de uma realidade superior. É a expressão da receptividade e da entrega, comparável á flor que abre o seu cálice á luz e dá as boas vindas. É a representação sonora do Absoluto, é a sílaba que compreende todo o Universo, o passado, o presente e o futuro, indo além do tempo em si mesmo, o começo e o fim de tudo, a essência de tudo.
É descrito o Eu (Atman) através dos quatros estados, formando a sílaba “OM” (AUM).
O estado de vigília (Vaishvanara) é o som “A”. A letra “A” envolve tudo, e tudo o que deseja, e é o primeiro.
O estado de sonho (Taijasa – o Resplandecente) é representado pelo som da letra “U”. A letra “U” compreendendo suas qualidades obtém-se o Conhecimento Superior.
O estado de sono profundo (Prajna – o Conhecedor) é o som da letra “M”. A letra “M” torna-se Uno sendo capaz de medir tudo e contem tudo dentro de Si Mesmo.
E Turya seu estado é destruído de som, é o nada, é a cessação de fenômenos, é não dual, e pacífico. OM (AUM) é o verdadeiro Atman, une o Ser com o Atman.
Os cinco últimos versos analisam os quatro pés do Eu, relacionando com a sílaba “OM” (AUM), onde A = estado de vigília; U = estado de sonho; e M = estado de sono sem sonho. E o silêncio é o quarto estado da consciência (Turya). Estes quatro estados unidos forma Atman-Brahman pela sílaba “OM” o som nasce, cresce e decresce chegando ao silencio total, que deve ser considerado ao final da sílaba para ocorrer transformações da existência.
Fonte:
TINOCO, Carlos Alberto. As Upanishads. São Paulo: Ibrasa, 1996.
IYENGAR, B.K.S. A Luz da Ioga. 8ª Ed. São Paulo: Cultrix, 2005.

Espaço Yoga


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